Luz... luz... mais luz...

Luz... luz... mais luz...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

As últimas palavras de Goethe, ao morrer, foram: Luz... luz... mais luz... (Por Antônio Abujamra)




Eu sou Mefistófeles! Mefistófoles!
É… o diabo.
E todos vocês são Faustos. Faustos… os que vendem a alma ao diabo.
Tudo é vaidade nesse mundo vão. Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada.
Quem acredita em sonhos é porque já tem a alma morta. 
O mal da vida cabe entre nossos braços e abraços.
Mas eu não sou exatamente o que vocês pensam. Eu não sou exatamente o que as igrejas pensam. As igrejas abominam- me.
Deus me criou para que eu o imitasse de noite. Ele é o sol. Eu sou a lua.
A minha luz paira sobre tudo quanto é futil… margens de rio, pântanos, sombras… Quantas vezes vocês viram passar uma figura velada, rápida?
Figura que te daria toda a felicidade, figura que te beijaria indefinidamente? 
Era eu… Sou eu. 
Eu sou aquele que sempre procuraste e nunca poderás achar. 
Os problemas que atormentam os homens são os mesmos problemas que atormentam os deuses… 
Quantas vezes Deus me disse citando João Cabral de Melo Neto: “Ai de mim, ai de mim.” Quem sou eu? 
Quantas vezes Deus me disse: “Meu irmão, eu não sei quem eu sou”. 
Senhores, venham até mim, venham até mim, venham!
Eu os deixarem em rodopios fascinantes, uivos castéus e, nas trevas, nas trevas vocês veram todo o explendor…
De que adianta vocês viverem em casa como vocês vivem? De que adianta pagar as contas no fim do mês, religiosamante? As contas de luz, gás, telefone, condomínio, IPTU. 
Todos vocês são Faustos. 
Venham!
Eu os arrastarei por uma vida bem selvagem, através de uma rasa e vã mediocridade, que é o que vocês merecem. 
As suas bem humanas insaciabilidades terão lábios, manjares, bebidas… 
É difícil encontrar quem não queira vender a sua alma ao diabo.
Luz… luz… mais luz…
Contra condutas violentas e em favor de uma Cultura de Paz através do Conhecimento

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